segunda-feira, setembro 12, 2005

No silêncio da terra germina a ânsia de ser caule vertical,
amparo de folhagem,
promessa de altura vertiginosa,
alma arbórea em canopial formação.
no murmúrio da altura se aprende a ser sábio,
entendendo o vento que passa soprando, ora bravo, ora manso,
vergando agora e logo resistindo.
no silêncio audível da alma cresce a árvore do ser.
deixai-a crescer como o vento que não passa passando
e logo distraído se rebela contra o ar em descanso pachorrento.