quarta-feira, junho 22, 2005

Planura,
deslizante universo do inverso momento em que a colina a prumo se verga à impossibilidade de ser montanha.
és aluvião sedimentada de ânimos,
contrafeitas vontades em colisão vital vomitadas em distopias feéricas de magmas celestiais.
campo marcial onde me trespasso a cada instante que medeia entre inspirar e expirar,
qual sonolenta extensão inerte, pejada de egos alterados,
vorazes rapaces de apetites insaciáveis.
insondáveis espasmos de volutas carnagens ciosas de se expandirem ad infinitum.

na extensão árida se encontra a águia que te levará à altura serena da contemplação das almas
em sintonia com o vazio preenchido do absoluto NADA.

e na planura se anula a mágoa.