sento-me ao vento esperando ser corrente de ar feita
no rarefeito eter saturado de pontos que se cruzam sem fim aparente.
na linha do horizonte explodem coloridas sensações
que evocam remotos vales perdidos dos ventos
que já não os demandam por se sentirem cansados.
na aurora azulada esvoaçam pedaços de luz dourada
que teimam em desmaiar prontamente ao toque leve e breve do ar azul
em valsa rodopiada com o vento anil.
e no átrio da montanha lilaz fugaz incêndio se ateia inesperadamente
devorando no suspenso instante que dura o pigmento que lhe dá luz.
e ao grito de socorro levanto-me ao vento
e com fúria me abato em tempestuosa ira
contra o muro de chamas que cerca a lilaz montanha.
chorando vou apagando as marcas escuras do fogo.
lavando pedaço, a pedaço, vou recriando em alvoroço o pigmento lilaz da agora minha montanha. e no contentamento que sinto já não sou anil que valsa à toa com o azul do vento.
agora sou encanto puro num qualquer recanto escuro
desta abissal massa rochosa que teima em ser lilaz.
no rarefeito eter saturado de pontos que se cruzam sem fim aparente.
na linha do horizonte explodem coloridas sensações
que evocam remotos vales perdidos dos ventos
que já não os demandam por se sentirem cansados.
na aurora azulada esvoaçam pedaços de luz dourada
que teimam em desmaiar prontamente ao toque leve e breve do ar azul
em valsa rodopiada com o vento anil.
e no átrio da montanha lilaz fugaz incêndio se ateia inesperadamente
devorando no suspenso instante que dura o pigmento que lhe dá luz.
e ao grito de socorro levanto-me ao vento
e com fúria me abato em tempestuosa ira
contra o muro de chamas que cerca a lilaz montanha.
chorando vou apagando as marcas escuras do fogo.
lavando pedaço, a pedaço, vou recriando em alvoroço o pigmento lilaz da agora minha montanha. e no contentamento que sinto já não sou anil que valsa à toa com o azul do vento.
agora sou encanto puro num qualquer recanto escuro
desta abissal massa rochosa que teima em ser lilaz.

3 Comments:
E do alto da montanha lilás metro a metro é percorrido,
com um semblante fugaz até ao vale encantado.
Uma descida quente e directa.
Sem sapatos, sem novidades, sem alma.
Não é o percurso da Estrada da Rejeição é apenas um adeus à nervosa apreensão.
Hugzzzz
Mano Krake
bons sonhos...
Anil, azul, lilaz... e que belo jardim de flores daria... cheira a incenso, cheira ao azul da montanha...
cheira a simplicidade...a beleza... a ti...
um abraço
Ola visinho, mas que lindo poema tu escreveste, deixemos-nos lá de bairrismo mas os Bracarenses quando querem são melhor que os melhores. Beijos amigo
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