segunda-feira, maio 23, 2005

Silvo agudo na paisagem,
o comboio vai partir e com ele levar a magia da viagem apenas sonhada.
Em cada estação fica a vontade de ser passagem de peregrinação esperada
no onírico encontro de vontades de espaços imensos batidos pela solidão povoada de mil encantos
que reverberam o ruído abafado do silêncio que habita o vazio.
E a cada curva da estrada de ferro
célere se perdem o pé e o passo que nos levariam ao apeadeiro prometido.
E a dolorosa via se fecha.
De mim estrangeiro me sinto, fraga olorosa da alma
prisioneira de uma passagem de viagem por outros recantos da vida não vivida,
pressentida na toada do chiar da locomotiva que me empurra para o NADA!

- Um copo de absinto, por favor!

1 Comments:

Blogger Unknown said...

Eich! Montaste o puzzle? Espertalhaum.
Hugzzz

1:58 a.m.  

Enviar um comentário

<< Home