segunda-feira, abril 18, 2005

Ainda o sol começava a raiar,
timidamente furando o espesso manto de névoa,
já amanhecia em mim a saudade de ti,
na distância presente da geografia da nossa separação.
Eu aqui olhando a aurora na vida que desperta lentamente,
sonhando ser orvalho nos teus lábios depositado,
gotícula de seiva imprecisa que é precisa para viver em ti, de mim sem querer.
E Tu aí, oblivo de mim,
do sentir-me raio molhado de um sol aguado,
diluído na vertigen que se insinua na alma
e desperta a paixão de ver a vida pulsar no bater de asas da borboleta Monarca,
no zumbido do marimbondo na casuarina
ou na crisálida que não logrou transformar-se!
Sentir,
só sentir o lânguido desprender do calor que assola a alma de quem quer ser sol
e só pode ser luar frio de inverno, gélido sentimento de ausência!
Eu aqui ... Tu aí...

1 Comments:

Blogger Unknown said...

Bem... e eu não tenho palavras. Até estou arrepiado com o que tenho andado a ler. Parecem episódios cruzados de 2 séries diferentes.
N, obrigado, pois foi através de ti que cá cheguei.
1 ab aos 2
Kraak/Peixinho aka Fuga para Sul

12:09 a.m.  

Enviar um comentário

<< Home