terça-feira, março 29, 2005

A uma alma gentil não se pode pedir
que se verga à inequidade do egoísmo
e à maldade abjecta da falsidade do sentir.

Alma gentil que para mim pulsas,
leva-me até à fonte da tua força
e sacia a sede que tenho de tão fraco ser.
Guia-me na tua visão
e cura-me da cegueira de não querer ver.
Grita-me a tua vida
para que ouça como respiras
e aprenda a arfar sem desanimar.

Alma gentil que um dia brilhaste em mim,
deixa que o lume que acendeste se consuma de mansinho,
iluminando o caminho para ti.

[para o simão]