O teu suspiro amanheceu no meu dia,
ocaso de um nascente promissor,
poema pedindo para ser escrito
tecido de gozos e vontades
que se encontram suavemente
na brisa cantante de uma corrente de ar ascendente,
e se enleiam,
contentes em poder ser breve e eterno tempo,
vento solar,
tempestade de alma.
Um dia vou-te amar,
ainda que a vida teime em tramar
contra a minha maré vou remar
até ti sem descansar.
Um dia hei-de chegar.
E a brisa calma do fim do dia
poderá então descansar.

1 Comments:
Miguel, um blog amigo permitiu-me cá chegar e encontrei aqui tantas coisas em comum... Este post é fabuloso. Vou continuar as minhas leituras pelo teu blog.
Um abraço
Kraak/Peixinho
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