quarta-feira, novembro 24, 2004

O teu suspiro amanheceu no meu dia,

ocaso de um nascente promissor,

poema pedindo para ser escrito

tecido de gozos e vontades

que se encontram suavemente

na brisa cantante de uma corrente de ar ascendente,

e se enleiam,

contentes em poder ser breve e eterno tempo,

vento solar,

tempestade de alma.

Um dia vou-te amar,

ainda que a vida teime em tramar

contra a minha maré vou remar

até ti sem descansar.

Um dia hei-de chegar.

E a brisa calma do fim do dia

poderá então descansar.

1 Comments:

Blogger Unknown said...

Miguel, um blog amigo permitiu-me cá chegar e encontrei aqui tantas coisas em comum... Este post é fabuloso. Vou continuar as minhas leituras pelo teu blog.
Um abraço
Kraak/Peixinho

12:03 a.m.  

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