terça-feira, outubro 26, 2004

Um céu de prata...

um raio azul cruza-o

rasgando a noite reluzente.

Um céu de prata dourada

incendiado subitamente...

Chuva que não cai,

brasa que queima.

Outro raio invade a imensidão escura,

devolvendo-lhe a luz brilhante de lua ferida...

um silêncio instala-se,

pesadamente se abate sobre o horizonte

calando o eco do lamento da paisagem

ferida...

de morte.