sábado, outubro 16, 2004




No voo do colibri

está a essência da leveza,

no ponto de fuga

a beleza da perspectiva.

Cruzando o horizonte em fuga,

voando em perspectiva,

leve como o vento que o impulsiona,

pára intemporalmente,

Sôfrego do néctar de uma flor,

no ar agitado pelo bater das suas asas.

Colibri, beija-flor...

que voas zunindo no ar,

diz-me qual o néctar de que mais gostas

para o poder plantar à minha porta ou em qualquer lugar.

E se não o puder plantar,

quero ser flor

e abrir-me ao toque do teu bico longo,

a tua língua sentir,

na sensualidade do afago pelo mel em mim depositado.

Voa para longe, Colibri,

busca nova flor, novo néctar,

mas não te esqueças de mim.

A tua leveza não me pesa.

Prometo-te ser de novo flor,

com outro sabor...

a... amor.



[para o pitos]