
No voo do colibri
está a essência da leveza,
no ponto de fuga
a beleza da perspectiva.
Cruzando o horizonte em fuga,
voando em perspectiva,
leve como o vento que o impulsiona,
pára intemporalmente,
Sôfrego do néctar de uma flor,
no ar agitado pelo bater das suas asas.
Colibri, beija-flor...
que voas zunindo no ar,
diz-me qual o néctar de que mais gostas
para o poder plantar à minha porta ou em qualquer lugar.
E se não o puder plantar,
quero ser flor
e abrir-me ao toque do teu bico longo,
a tua língua sentir,
na sensualidade do afago pelo mel em mim depositado.
Voa para longe, Colibri,
busca nova flor, novo néctar,
mas não te esqueças de mim.
A tua leveza não me pesa.
Prometo-te ser de novo flor,
com outro sabor...
a... amor.
[para o pitos]

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