Vi-te um dia sorrir daquela maneira franca e aberta,
e foi como se tu arco-íris chegasses a mim
e me levasses a ver o lugar
onde acaba e começa a tua mágica impressão temporária no ar saturado de água.
Segui à vez cada uma das tuas cores,
e em todas me perdi
só para te encontrar na próxima
para logo, logo fugires,
criando outros tantos arco-íris
que me levavam de ti.
E lá,
onde o azul é anil,
me esperavas e encantavas,
na alvura dos teus desmandos de seres multicolor,
negando-me o prazer de ser cor única e firme
sem desbotar nem manchar a paisagem plasmada de tanto querer ser céu
para te abrigar no desabrochar do esplendor que é ser arco-iris.
Aí, sorri como tu
e colori desmesuradamente o teu horizonte de ilhéu
e ensinei-te o caminho para mim.
[para o ruben]

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