quinta-feira, setembro 30, 2004

Vi-te um dia sorrir daquela maneira franca e aberta,


e foi como se tu arco-íris chegasses a mim


e me levasses a ver o lugar


onde acaba e começa a tua mágica impressão temporária no ar saturado de água.


Segui à vez cada uma das tuas cores,


e em todas me perdi


só para te encontrar na próxima


para logo, logo fugires,


criando outros tantos arco-íris


que me levavam de ti.


E lá,


onde o azul é anil,


me esperavas e encantavas,


na alvura dos teus desmandos de seres multicolor,


negando-me o prazer de ser cor única e firme


sem desbotar nem manchar a paisagem plasmada de tanto querer ser céu


para te abrigar no desabrochar do esplendor que é ser arco-iris.


Aí, sorri como tu


e colori desmesuradamente o teu horizonte de ilhéu


e ensinei-te o caminho para mim.


[para o ruben]