A ti que partiste sem ouvir o som suave de um adeus,
digo que o eco ainda vibra aqui a tua despedida sentida
e que procura em cada recanto
encontrar-te para te sussurrar esse recado.
A ti que partiste cansado da viagem,
desejo que a estrada seja breve
e que a poeira dos quatro caminhos
te não cegue e desvie do rumo a casa tua.
A ti que sonhaste ser melhor
digo que olhes as pedras da calçada.
Com elas aprenderás a ser humilde e manso.
A ti que tudo julgas saber
nada direi!
Ouve, porém, o vento que corre nas gargantas verdejantes,
a água que flui sem ceder a obstáculos,
o silêncio que se impõe e se faz audível...
e verga-te à tua impotência e incapacidade de ser tão natural.
[aos que pensam que tudo sabem]

1 Comments:
boa! há tanta gente assim!
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