quinta-feira, setembro 23, 2004

A ti que partiste sem ouvir o som suave de um adeus,


digo que o eco ainda vibra aqui a tua despedida sentida


e que procura em cada recanto


encontrar-te para te sussurrar esse recado.


A ti que partiste cansado da viagem,


desejo que a estrada seja breve


e que a poeira dos quatro caminhos


te não cegue e desvie do rumo a casa tua.


A ti que sonhaste ser melhor


digo que olhes as pedras da calçada.


Com elas aprenderás a ser humilde e manso.


A ti que tudo julgas saber


nada direi!


Ouve, porém, o vento que corre nas gargantas verdejantes,


a água que flui sem ceder a obstáculos,


o silêncio que se impõe e se faz audível...


e verga-te à tua impotência e incapacidade de ser tão natural.


 


[aos que pensam que tudo sabem]


1 Comments:

Blogger Unknown said...

boa! há tanta gente assim!

7:31 p.m.  

Enviar um comentário

<< Home