Amordaças-te na distância
Que pões entre a tua alma e o universo,
Buraco negro que sorve a luz que irradias
E te deixa exaurido
E à beira da solidão absoluta.
O zero cerca-te na sua redondez
E tu abraça-lo mesmo sem quereres.
Mas num qualquer recôndito do teu sentir,
Qual frincha por onde pode entrar a entrega,
Há um pequeno fio de água límpida
Que reflecte a luz do teu querer ser dos outros
E quando essa luz brilha
A dádiva de ti ofusca
E é farol que ilumina as costas
E trás ao teu porto os navios que sempre o demandaram
Mas não o encontravam na escuridão.
[para o TZ]

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