quinta-feira, setembro 02, 2004

Amordaças-te na distância


Que pões entre a tua alma e o universo,


Buraco negro que sorve a luz que irradias


E te deixa exaurido


E à beira da solidão absoluta.


O zero cerca-te na sua redondez


E tu abraça-lo mesmo sem quereres.


Mas num qualquer recôndito do teu sentir,


Qual frincha por onde pode entrar a entrega,


Há um pequeno fio de água límpida


Que reflecte a luz do teu querer ser dos outros


E quando essa luz brilha


A dádiva de ti ofusca


E é farol que ilumina as costas


E trás ao teu porto os navios que sempre o demandaram


Mas não o encontravam na escuridão.



[para o TZ]