segunda-feira, setembro 27, 2004

Sonhei que era águia no alto da serrania,


No penhasco íngreme e batido pelo vento agreste.


Sonhei que era corrente de ar


E levantei voo sem voar,


Asas batidas,


cortando velozmente o ar rarefeito do esplendor das
alturas.


E pairei sobre ti,


serenamente te circulei


e admirei na tranquila paz do teu sono sonho.


E sem que desses conta,


Transformei-me em ar que sorveste.


E visitei o teu íntimo,


conheci como respira a tua alma,


 li os segredos
do teu coração.


E no balanço do teu respirar


Voltei a ser águia


quando esboçaste um sorriso e suspiraste,


libertando-me de novo


E atirando-me mais leve e seguro


Para as alturas das serranias


que tinha abandonado para te ver sonhar...


 


(para o ruben)