Sonhei que era águia no alto da serrania,
No penhasco íngreme e batido pelo vento agreste.
Sonhei que era corrente de ar
E levantei voo sem voar,
Asas batidas,
cortando velozmente o ar rarefeito do esplendor das
alturas.
E pairei sobre ti,
serenamente te circulei
e admirei na tranquila paz do teu sono sonho.
E sem que desses conta,
Transformei-me em ar que sorveste.
E visitei o teu íntimo,
conheci como respira a tua alma,
li os segredos
do teu coração.
E no balanço do teu respirar
Voltei a ser águia
quando esboçaste um sorriso e suspiraste,
libertando-me de novo
E atirando-me mais leve e seguro
Para as alturas das serranias
que tinha abandonado para te ver sonhar...
(para o ruben)

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