Esperas breves tonam-se longas
Sentado que estou na imobilidade da minha existência em
pausa.
Já fui vento forte,
Propiciador de viagens longas...
Já fui furacão,
Destruidor de sonhos breves...
Um dia fui enxurrada...
E inundei-me de mim por instantes.
Cresci planície florida, um dia,
Onde ecoo ainda de longe a longe
O instantâneo grito do meu espanto.
Hoje sou de novo Nada,
Na espera longa,
Cadeira breve murada em mim,
Palco distante do teatro do meu sentir.

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