segunda-feira, setembro 27, 2004

Esperas breves tonam-se longas


Sentado que estou na imobilidade da minha existência em
pausa.


Já fui vento forte,


Propiciador de viagens longas...


Já fui furacão,


Destruidor de sonhos breves...


Um dia fui enxurrada...


E inundei-me de mim por instantes.


Cresci planície florida, um dia,


Onde ecoo ainda de longe a longe


O instantâneo grito do meu espanto.


Hoje sou de novo Nada,


Na espera longa,


Cadeira breve murada em mim,


Palco distante do teatro do meu sentir.