sexta-feira, outubro 01, 2004

A ausência de ti


Cria em mim permanência,


Tensão de vontades polares


Que se degladiam até ao limite


E desaguam em marés de gozo pleno


Fruídas no mesmo instante em que acontecem.


A ausência de mim


Redunda em resistência


Desfeita a emoção de perder


Sem nunca ter ganhado, nem mesmo ter apostado.


A maré de ti em mim


tarda em ser.