sábado, outubro 02, 2004



Sendo nuvem,


cavalgo as pradarias celestiais


sem limites nem barreiras.


Finjo de vez em quando afligir-me com o que pensam de mim...


Fico escura e rebento de tanto gargalhar...


Quem está atento,


vê relâmpagos e ouve trovões


e reza a Santa Bárbara pedindo protecção.


Às vezes exagero,


e transformo a paisagem...


escondo o sol e a lua,


as estrelas pedem-me que as não tape.


Os homens ora oram para que cubra os céus


e desabe em gotas mil e inunde os seus campos,


ora amaldiçoam a abundância com que me dou...


E sou só nuvem, nada mais,


que adora brincar com o amigo vento


na boleia certa para o horizonte mais longínquo...


e também o menos provável.