Sendo nuvem,
cavalgo as pradarias celestiais
sem limites nem barreiras.
Finjo de vez em quando afligir-me com o que pensam de mim...
Fico escura e rebento de tanto gargalhar...
Quem está atento,
vê relâmpagos e ouve trovões
e reza a Santa Bárbara pedindo protecção.
Às vezes exagero,
e transformo a paisagem...
escondo o sol e a lua,
as estrelas pedem-me que as não tape.
Os homens ora oram para que cubra os céus
e desabe em gotas mil e inunde os seus campos,
ora amaldiçoam a abundância com que me dou...
E sou só nuvem, nada mais,
que adora brincar com o amigo vento
na boleia certa para o horizonte mais longínquo...
e também o menos provável.

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