terça-feira, novembro 23, 2004

O toque leve e breve do vento chamando por mim,

querendo que seja corda onde vibre o seu cantar melodioso,

torna-me dedo invisível que tange a vida sentida

na corda esticada.

Tecla de sol na clave de dó,

instante, oitava, semibreve e acorde

na sinfonia do vento que, passando,

afaga quem sabe o que ele quer dizer.

Suspensas no ar,

as folhas dançam a sua queda inevitável.

Pairando no ar,

o fumo valsa a sua alegria na distante paisagem outonal.

O último grito ouve-se à distância,

anunciando a partida para o sol do sul.

O toque leve e breve do vento grita agora por mim.

É tempo de ser assim: maduro.