O toque leve e breve do vento chamando por mim,
querendo que seja corda onde vibre o seu cantar melodioso,
torna-me dedo invisível que tange a vida sentida
na corda esticada.
Tecla de sol na clave de dó,
instante, oitava, semibreve e acorde
na sinfonia do vento que, passando,
afaga quem sabe o que ele quer dizer.
Suspensas no ar,
as folhas dançam a sua queda inevitável.
Pairando no ar,
o fumo valsa a sua alegria na distante paisagem outonal.
O último grito ouve-se à distância,
anunciando a partida para o sol do sul.
O toque leve e breve do vento grita agora por mim.
É tempo de ser assim: maduro.

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