terça-feira, março 29, 2005

A lágrima azul,
passageira incerta do silêncio pesado
que habita onde Nome fere o Ser.
A lágrima de perder o dom de chorar
pela ausência da espera,
vazio profundo que teima em ser.
A lágrima teima em varrer em mim
tudo o que em ti é calor,
arrefencendo o dom de chorar
porque do céu choveram estrelas,
cadentes gotículas azuis
que suavemente se condensam em pontos multicolor,
íris sem arcos no olhar,
perdida no horizonte de uma vida
vergada ao peso de lutar.

A lágrima azul sou eu
querendo ser céu.

1 Comments:

Blogger Unknown said...

Miguel, fixa que Amar Nunca Acaba. Podes ter a certeza. Há algumas coisas que temos que já trazem um prazo de validade. Outras, seguramente que não!
1 ab
Kraak/Peixinho aka Imperfect Blue

12:06 a.m.  

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