quarta-feira, abril 06, 2005

Pensa em mim, suave caminhante da hora plena,
quando no nada encontrares o fio de Ariadne
que de ti se tece sem que o saibas verdadeiramente,
na fugaz imagem que és,
do espelho miragem pairando no nada.
Teimas em não te ver nos outros
perdido que és em ti,
não acreditando que a história sou Tu e Eu,
somos nós,
sempre que sentirmos,
na calada dos pensamentos,
urgência em abafar o agudo silvo
que se escoa do pressentimento
de tu seres tu
e eu ser eu!
Aceitemos, pois, a distância
e vivâ-mo-la com euforia!

[a um gajo desconhecido]