Na página líquida que sou,
o vai-vém das letras não cria marés.
A vazante não desemboca na enchente
e a areia ressequida tem saudades da água tímida.
Os pontos finais que são as jogas
em vão procuram quem lhes dê voz
e os beijinhos de exclamação quem exalte a sua vitalidade.
Ah, tarda em mim ser texto aberto,
página solta em branco potencial
mancha gráfica de desejos desenhada.
Aos poucos,
o sedimento imemorial que em mim corre
deixa entrever a escrita imemorial que eu sou e que se lê assim:
No fundo da palavra está a letra da vida e a sua chave.
o vai-vém das letras não cria marés.
A vazante não desemboca na enchente
e a areia ressequida tem saudades da água tímida.
Os pontos finais que são as jogas
em vão procuram quem lhes dê voz
e os beijinhos de exclamação quem exalte a sua vitalidade.
Ah, tarda em mim ser texto aberto,
página solta em branco potencial
mancha gráfica de desejos desenhada.
Aos poucos,
o sedimento imemorial que em mim corre
deixa entrever a escrita imemorial que eu sou e que se lê assim:
No fundo da palavra está a letra da vida e a sua chave.

1 Comments:
Miguel, o problema está em encontrar a chave para abrir a porta. Gosto muito de ler o que escreves. Queria eu que o mundo estivesse mais povoado de manchas como tu.
Hugzzz
Kraak/Peixinho aka Nada SuperXike (LOL)
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