quarta-feira, setembro 21, 2005

Na calma serena do esvaziamento da paixão,
lânguido torpor que efusivamente se entranha na pele húmida,
de gotículas de desejo suado coberta,
me enlevo na imagem vivaz de uma cara sem nome,
num tempo perdido de um qualquer relógio descompassado.
Vivas são ainda as miríades de vibrações cromáticas
tangidas na memória olfactiva de agressivos afectos sem medo vividos.
Vivo sou, ainda que no fio da navalha percorra a estrada dos afectos.
Vivo estou na certeza de que a cada dia novos fios se lançarão na teia da vida plenamente vivida.

2 Comments:

Blogger Unknown said...

Hey ManoMig :) Cá estou de volta ao mundo blogosférico, após umas merecidas férias! É bom finalmente voltar a poder ler as tuas frases sacadas do fundo da alma e cheias de beleza profundamente sentida.

Hugzzz de regresso

5:07 p.m.  
Blogger moon between golden stars said...

Só para deixar um abraço... como sempre o poeta brilhou!!!

12:13 p.m.  

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