sexta-feira, dezembro 09, 2005


um dia o orvalho condensar-se-á em pérola negra
e em concha alva abrigar-me-ás do olhar da cobiça.
conta de lágrima nácar serei na volta que em ti resplandece.
e na solidão que a raridade me confere
o brilho que de mim emana em ti se reflecte
e me faz condensar agora e aqui em letra viva, poema de mim.

2 Comments:

Blogger Falkner said...

A concha de cada um há-de esperar sempre por nós. às vezes só é preciso deixar de a procurar para que ela nos encontre por si.

mto belo poema.

4:43 p.m.  
Blogger Falkner said...

a música tb é excelente. de quem é?

4:44 p.m.  

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