segunda-feira, outubro 31, 2005

Ouçamos como respiram as ondas revoltas
e inebriemo-nos dos cheiros fortes que impregnam cada gotícula que voa levada pelo vento.


Deste mar que ambos vemos,
desta força que juntos sentimos,
fala-nos a impermanência das águas, ora enchentes, ora vazantes,
mas sempre marés, calemas ou sereno marulhar pausadamente ritmado.

Sintamos também o fluir da emoção
na proporção da distância que nos separa o coração.

Se da água fizermos presença,
a ausência diluir-se-á.

Toquemos então a superfície líquida
e nesse instante criemos um elo de união que resistirá para sempre à separação.

Na Galé ou na Foz, não importa o local,
aí viveremos na contemplação das auroras vivas que pontilham a estrada que ambos um dia percorremos.

1 Comments:

Blogger moon between golden stars said...

Na Galé, definitivamente... (espero que te tejas a referir ao alentejo)...
sem palavras... deixaste-me sem palavras!!!

Um abraço

6:35 p.m.  

Enviar um comentário

<< Home