segunda-feira, outubro 31, 2005

AFINAL

Do final não se sente aquele frémito anunciador do fim,
antes o sopro criador que todo o final encerra em si...

Afinal catalizador se torna o fim anunciado,
agora vivido na sua plenitude fechada.

Do final não reza a história,
que se faz de começos musculados que tudo deitam por terra
só para clareiras abrirem onde edificar moradas novas.

A minha alma anseia pelo arquitecto que inscreva em folha branca a paleta cromática dos arco-íris,
fazendo-me ponte colorida na paisagem renovada.

[AD. 2005.10.30]