no areal de uma praia
vi um coração desenhado.
nem a onda mais forte logrou apagar o traçado.
quem o traçou?, - os grãos revoltos perguntaram.
uma sereia atrevida?, um tritão aventureiro?,
mas um silêncio respondia a outro sem fim...
e o coração na areia pulsava a cada enchente e vazante,
a cada movimento cortante da água revolta
que à força de tentar apagá-lo já estava cansada.
e naquele areal lá estava o coração,
no silêncio do marulhar do mar gritando a vontade inquebrantável de amar.
ainda que mil pés o pisassem, mil olhos o ignorassem
e o silêncio teimasse em calar a sua voz agora enfraquecida,
no raiar do dia um novo sol aquecia aquele coração ali desenhado,
esquecido, mas não apagado, com vontade de gritar o seu amor...
vi um coração desenhado.
nem a onda mais forte logrou apagar o traçado.
quem o traçou?, - os grãos revoltos perguntaram.
uma sereia atrevida?, um tritão aventureiro?,
mas um silêncio respondia a outro sem fim...
e o coração na areia pulsava a cada enchente e vazante,
a cada movimento cortante da água revolta
que à força de tentar apagá-lo já estava cansada.
e naquele areal lá estava o coração,
no silêncio do marulhar do mar gritando a vontade inquebrantável de amar.
ainda que mil pés o pisassem, mil olhos o ignorassem
e o silêncio teimasse em calar a sua voz agora enfraquecida,
no raiar do dia um novo sol aquecia aquele coração ali desenhado,
esquecido, mas não apagado, com vontade de gritar o seu amor...

1 Comments:
Por vezes já dei comigo a gritar às águas do mar que teimavam em apagar o que escrevia e desenhava pelas areias de uma praia longínqua.
Hugzzz grandes
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