Em que sítio vivem os pássaros que conhecem o caminho para ti?
Vivem no bosque frondoso envoltos em brumas que cantam canções há muito esquecidas?
ou vogam pelas altas montanhas, pelos picos escarpados onde se ouve o silêncio sibilante do vento cortante?
Em que sítio vivem os pássaros que te escondem de ti?
No teu coração empedernido por mágoas antigas de batalhas doridas?
ou na tua mente que se move à velocidade da luz e está aqui estando ali?
Em que sítio vives, afinal, tu, rapaz desta terra que se crê doutra?
como poderá alguém chegar até ti e tocar-te com paixão?
senti-lo-ás tu? ou simplesmente dirás que és visita daquele coração
e que sem saberes, um dia, na calada da manhã, partirás?
Não demores, rapaz, a saber onde te poderão encontrar aqueles que por ti irão aos confins do coração buscar força que só o amor incondicional tem.
Se demoras, perder-te-ás para eles, para sempre,
e bruma escura permanecerás, ainda que teimosamente penses ser alvorada clara.
Não fujas do inevitável e não percas a HORA.
[17/10/05]
Vivem no bosque frondoso envoltos em brumas que cantam canções há muito esquecidas?
ou vogam pelas altas montanhas, pelos picos escarpados onde se ouve o silêncio sibilante do vento cortante?
Em que sítio vivem os pássaros que te escondem de ti?
No teu coração empedernido por mágoas antigas de batalhas doridas?
ou na tua mente que se move à velocidade da luz e está aqui estando ali?
Em que sítio vives, afinal, tu, rapaz desta terra que se crê doutra?
como poderá alguém chegar até ti e tocar-te com paixão?
senti-lo-ás tu? ou simplesmente dirás que és visita daquele coração
e que sem saberes, um dia, na calada da manhã, partirás?
Não demores, rapaz, a saber onde te poderão encontrar aqueles que por ti irão aos confins do coração buscar força que só o amor incondicional tem.
Se demoras, perder-te-ás para eles, para sempre,
e bruma escura permanecerás, ainda que teimosamente penses ser alvorada clara.
Não fujas do inevitável e não percas a HORA.
[17/10/05]

2 Comments:
Às vezes inevitavelmente atrasamo-nos para o amor, para a amizade...
Embora acredite que o destino fará com que o reencontro aconteça sempre...como se fossem linhas paralelas... que algures no infinito se encontrarão...
Um
A
B
R
A
Ç
O
Miguel, tenho andado a ler o que tens escrito nos últimos tempos e estou, para ser mesmo sincero, com uma lágrima no canto do olho. E sobre este post só digo que há tanta gente a perder a hora...
Hugzzz on time
Enviar um comentário
<< Home