segunda-feira, outubro 24, 2005

Morreste-me hoje e para sempre
na frieza das tuas palavras
sem a mágoa sentires nas letras escritas timidamente,
como quem sente que já nada é nem pode ser...

Morreste-me ainda
na leviandade do sentimento,
na gabarolice vã e sem razão de quem se julga predestinado à iluminação da razão.

Todos somos grãos, mas nem todos podemos ser farinha
tornada pão que saciará a fome do coração.
E ainda que tudo mude, como ousas afirmar,
em mim não mudará a recusa de viver fingindo que vivo,
no rodopio de uma corte de bajuladores,
na enganosa miragem de que tudo é por amor.

Morreste-me!!!!!
Estou mais pobre e mais só...

[20.10.2005]