Morreste-me hoje e para sempre
na frieza das tuas palavras
sem a mágoa sentires nas letras escritas timidamente,
como quem sente que já nada é nem pode ser...
Morreste-me ainda
na leviandade do sentimento,
na gabarolice vã e sem razão de quem se julga predestinado à iluminação da razão.
Todos somos grãos, mas nem todos podemos ser farinha
tornada pão que saciará a fome do coração.
E ainda que tudo mude, como ousas afirmar,
em mim não mudará a recusa de viver fingindo que vivo,
no rodopio de uma corte de bajuladores,
na enganosa miragem de que tudo é por amor.
Morreste-me!!!!!
Estou mais pobre e mais só...
[20.10.2005]
na frieza das tuas palavras
sem a mágoa sentires nas letras escritas timidamente,
como quem sente que já nada é nem pode ser...
Morreste-me ainda
na leviandade do sentimento,
na gabarolice vã e sem razão de quem se julga predestinado à iluminação da razão.
Todos somos grãos, mas nem todos podemos ser farinha
tornada pão que saciará a fome do coração.
E ainda que tudo mude, como ousas afirmar,
em mim não mudará a recusa de viver fingindo que vivo,
no rodopio de uma corte de bajuladores,
na enganosa miragem de que tudo é por amor.
Morreste-me!!!!!
Estou mais pobre e mais só...
[20.10.2005]

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