quinta-feira, outubro 20, 2005

uma lágrima ao canto do olho...


também eu estou a chorar.

na alma o voo está suspenso de um respirar ausente que me prende as asas
e me não deixa vogar no mar de emoção que teima em desaguar em mim.

também eu sou areal lavado pelo sal das lágrimas
gotículas brancas que pontuam frases apagadas pela água da maré,
escritas com a doçura de um sorriso que aflora na espuma das ondas.

quisera eu ser rocha
e em mim abrir o cofre que guarda o segredo do amor.
nesse dia, sereno olharei o horizonte
e contente saberei que não há longe nem distância
quando o coração manda na ânsia de amar.

[escrito a pensar num comentário do mano kraak]