segunda-feira, novembro 21, 2005

sozinho, junto ao pôr do sol, me deixo emocionar pelo cântico que o dia que finda entoa à noite que cai.
a estrada de luz multicor convida à união entre o céu e a terra num beijo intensamente saboreado.
na linha do horizonte distante, o ribombar do coração torna presente o anseio intemporal de trautear para sempre a canção de embalar que o vento sussurra quando a nuvem quer encantar.
alí, no imenso areal lavado pela maré, fui oráculo segredado num murmúrio de maré, raio ténue de sol ou grão ínfimo de areia.
alí, na solidão procurada, fui voz do silêncio que suavemente se instalava no ruído do fim do dia.
alí me encontro com a intemporalidade que transforma o grão de areia em pérola.