
ao lado do meu quintal,
carregado de frutos vermelhos está um medronheiro.
nada me diz de manhã quando por ele passo a correr.
entretém-se a falar com os pássaros
que malucos debicam cada um dos seus bagos encarnados.
empoleirados num galho,ensaiam o voo ansiado, só para se estatelarem no chão,
admirados com a gravidade que os bagos vermelhos tornaram real.
ah, medronheiro malandro! deixa lá a passarada!
não lhe armes cilada, não vá o céu reclamar de solidão não desejada.

0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home