sexta-feira, agosto 27, 2004

Não perguntes ao vento


por que sopra por estas gargantas verdejantes,


nem por que o seu silvo forte e pujante traz um gemido consigo.


Pergunta antes ao teu coração de que massa és feito,


Tu que não queres ser deste mundo,


e só te enterras nas cores pardas da tua estupidez!


Foge de ti,


que não prestas nem para colorir o chão do meu horizonte de sonho!


Vai sem mim, e que a estrada não te pese,


Marioneta de ti mesmo que finge viver!


Um dia,


no fim dos teus dias,


tentarás ouvir o vento


e ele mentir-te-á!


2 Comments:

Blogger Joao said...

Miguel, que forte, muito emotivo, muita raiva contida.
não gostava de ser a esta pessoa.
bjs
João

8:59 a.m.  
Blogger Unknown said...

Eich! Já escrevi algo parecido e não vim aqui copiar nada! Que forte!
Hugzzz

7:28 p.m.  

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