Não perguntes ao vento
por que sopra por estas gargantas verdejantes,
nem por que o seu silvo forte e pujante traz um gemido consigo.
Pergunta antes ao teu coração de que massa és feito,
Tu que não queres ser deste mundo,
e só te enterras nas cores pardas da tua estupidez!
Foge de ti,
que não prestas nem para colorir o chão do meu horizonte de sonho!
Vai sem mim, e que a estrada não te pese,
Marioneta de ti mesmo que finge viver!
Um dia,
no fim dos teus dias,
tentarás ouvir o vento
e ele mentir-te-á!

2 Comments:
Miguel, que forte, muito emotivo, muita raiva contida.
não gostava de ser a esta pessoa.
bjs
João
Eich! Já escrevi algo parecido e não vim aqui copiar nada! Que forte!
Hugzzz
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