Viver sentado no absoluto imponderável
do anil do infinito azul...
Sentir repentinamente o chão castanho
abrir-se e cuspir vermelhos serenos e amarelos insanos...
Olhar atentamente para dentro fora e nada ver
No negro da paisagem atómica cinza resplandecente...
Sentir por fim a voz turquesa pedir paz
E ouvir um Não de roxa paixão redundante.
Ah, cores da ilusão...
Ide misturar-vos todas
e trazei-me o branco do olvidamento.
Deixai o vazio insinuar-se em mim.
Vazio, existo sem mim.

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