quarta-feira, agosto 18, 2004

Viver sentado no absoluto imponderável


do anil do infinito azul...


Sentir repentinamente o chão castanho


abrir-se e cuspir vermelhos serenos e amarelos insanos...


Olhar atentamente para dentro fora e nada ver


No negro da paisagem atómica cinza resplandecente...


Sentir por fim a voz turquesa pedir paz


E ouvir um Não de roxa paixão redundante.


Ah, cores da ilusão...


Ide misturar-vos todas


e trazei-me o branco do olvidamento.


Deixai o vazio insinuar-se em mim.


Vazio, existo sem mim.