Savana
E o capim ondulante,
Roçando levemente o meu corpo de menino,
Sussurrava-me languidamente:
-Onde vais, meu menino?
Eu ouvia este murmúrio,
E perscrutava o horizonte com o olhar
Procurando a voz que me interpelava.
Em vão o fazia.
E o vento ondulante,
Agitava a onda vegetal
Que se abatia sobre mim,
Fustigando-me o corpo,
Acariciando-me os membros.
Sem medo,
Perguntava ao capim onde me levava.
Em vão o fazia.
E o vento murmurava baixinho:
-O capim é que sabe...
E eu ouvia, mas não entendia.
Ao fundo,
Na clareira que só ainda adivinhava,
A vedação da farm gritou alto:
-Estou aqui!!!!
Entao soube que chegara...
Olhei para trás,
para o capim,
E vi-o dobrar-se
E dizer quase chorando:
-Volta, meu menino! Gosto de ti!!!

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