Suspenso do teu olhar
Paira um gesto inacabado
De anjo encarnado
Num corpo frágil de mortal!
Com esse corpo pesado,
Voas por esta vida...
Sereno e calmo....
Quiseste deixar as asas
Para um dia seres amado!
Ah, meu anjo de Fandinhães,
Evocas-me paragens longínquas
De céus azuis,
Sem ventos nem tempestades...
Anda, leva-me a voar contigo de novo,
Nos teus prados celestes.

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