terça-feira, junho 01, 2004

falasse eu a linguagem das aves

e perder-me-ia...
em voos longínquos
para me encontar

em horizontes distantes.


Entendesse eu
o canto das árvores
o murmúrio das suas ramagens

e saberia a força das suas raízes
para me sentir desta terra.


Pudesse eu vogar,
ó mar,
na tua onda

e afogar-me-ia

no desejo de ser maré

para inundar a imensidão.

ah! como é bom não poder tudo!