terça-feira, maio 25, 2004

Lubango: manhã de tempestade

A manhã ecoa o som do trovao forte
O ar sataurado entra nas narinas a custo.
A terra apara os golpes fortes das gotas de chuva.
As árvores tremem.
Um frémito espásmico percorre as ramagens.
A tempestade rebenta...

e tudo arrasta.

A chuvada parou...

A terra, contente,
impregna o ar com o seu cheiro intenso.

As narinas dilatam-se para o receberem,
alegres...

Os olhos abrem-se para verem o seu suor,
admirados...

Promessas ainda toscas nascem ao redor...

... o rasto da destruição...

ah Lubango, que saudade!

[para a minha mãe. com ela vivi esta experiência, no dia de inauguração da Casa Mãe, na Mapunda]

1 Comments:

Blogger Unknown said...

Boa :) Uma homenagem à Mãe tb. Gostei, hehe.
Hugzzz

7:06 p.m.  

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