quinta-feira, agosto 19, 2004

No mar profundo abro os olhos


E vejo-me flutuar em mim.


Transparente, líquido, ondulante,


O meu corpo liquefeito voga ao sabor da corrente.


Fluído, atravesso o coral, que sente e suspira.


Dou-lhe um sopro beijo e ele arrepia-se.


Depois, monto no dorso da jamanta...


E cavalgo louco pelas planícies ondulantes do fundo do
mar.


O cavalo marinho, meu rival, assusta-se e foge.


Digo-lhe adeus.


Sou vaga, sou bolha, sou ondulação,


Sou a imensidão azul que cobre o meu mundo


Fora deste outro meu mundo.