Fronteira do incerto,
cruzada cada dia,
ansiada e odiada,
mas sempre presente,
não consigo andar contra ti,
imã da loucura.
Perco-me nas areias movediças das tuas existências sensuais...
Desfaço-me em pedaços a cada trago teu
E não deixo de beber-te, incansavelmente...
Não durmo sem a tua fúria me avassalar primeiro
E me deixar perto do sono sem sono, exausto.
Exauridas as forças,
desfaleço em ti
para não acordar
senão quando de novo mergulhar todo
no profundo tédio de te negar
querendo-te ansiosamente.

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