quarta-feira, agosto 18, 2004

Fronteira do incerto,


cruzada cada dia,


ansiada e odiada,


mas sempre presente,


não consigo andar contra ti,


imã da loucura.


Perco-me nas areias movediças das tuas existências sensuais...


Desfaço-me em pedaços a cada trago teu


E não deixo de beber-te, incansavelmente...


Não durmo sem a tua fúria me avassalar primeiro


E me deixar perto do sono sem sono, exausto.


Exauridas as forças,


desfaleço em ti


para não acordar


senão quando de novo mergulhar todo


no profundo tédio de te negar


querendo-te ansiosamente.