quarta-feira, agosto 25, 2004

O mar afunda-se em mim.


Transformo-me em vaga tentadora de areais


temperados com o sal das minhas marés vivas,


rebentadas costas a força do meu eterno vaivém


cadenciado e incessante...


calma sonolenta depois da refrega,


murmúrio de vozes saciadas,


planura onde me passeio


e procuro na crista da onda cavalgada.


Baía dos Tigres e das Pipas,


Mucúio de antanho,


Ecoando o grito dos pescadores...


O mar escoa-se em mim...


E sou praia de novo...


Vem e torna-me no areal da tua emoção,


Povoa-me com as estrelas que reflicto de noite,


Pontos cintilantes que unem as nossas venturas.


Dá-me a tua seiva


E floresce-me profusamente


Para que seja farol de mim em ti.