O mar afunda-se em mim.
Transformo-me em vaga tentadora de areais
temperados com o sal das minhas marés vivas,
rebentadas costas a força do meu eterno vaivém
cadenciado e incessante...
calma sonolenta depois da refrega,
murmúrio de vozes saciadas,
planura onde me passeio
e procuro na crista da onda cavalgada.
Baía dos Tigres e das Pipas,
Mucúio de antanho,
Ecoando o grito dos pescadores...
O mar escoa-se em mim...
E sou praia de novo...
Vem e torna-me no areal da tua emoção,
Povoa-me com as estrelas que reflicto de noite,
Pontos cintilantes que unem as nossas venturas.
Dá-me a tua seiva
E floresce-me profusamente
Para que seja farol de mim em ti.

0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home