quinta-feira, abril 27, 2006

massa volátil em movimento ou calmaria,
sou vento que não passa ou que passando se funde organicamente com o que toca.
em ascensão ou descendente, crio correntes que combinam elos de diferentes ventos,
Suão, Alíseos, do coração ou do desânimo!, que engrossam o caudal e o ímpeto com que me dou.
do teu vento colhi o firmamento arquitectado na abóbada que rasga vãos desafiadores inscritos em cartas siderais que guiam a tua viagem pelas estrelas.
e inscrevi em mim a força tua
em perfil transmutado e consubstanciado na centelha de impossível que criaste em mim.

o vento que agora sou tem de ti aquilo que em mim sempre existiu, em silêncio,
esperando o eco que o tornasse vontade audível.

escuta este vento, tu, outro vento.

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

"[...] Lembro-te nas horas vagas,
Lembro-te onde não estás,
Lembro-te por saber
Que nunca virás [...]"

Né Ladeiras - «Alhur»

12:40 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Ouvir e não escutar...
Olhar e não ver...
Esperar sem esperar
que alguém nos escute
no silêncio das palavras...
Nos veja ao longe
sem nos olhar...
No eco de outro vento
espelhado em nós!

Um beijo grande,
Helena de Vasconcelos

Krefeld,11 Maio 2006

10:43 a.m.  

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