sexta-feira, julho 14, 2006

Sonhei no vazio de mim
um ocaso encontrado no acaso sem fim
dos dias nascentes em céus cinzentos
das noites cadentes sem auroras por fim!
sonhei-me, assim, despido de mim
palpitação suave perto da noturna magia do sim
negado no instante distante e ruim
em que o sonho deixa em ondas carmim
o travo amargo de ti
vogando em marés de abandono
acordo em madrugadas prometidas sem fim
caídas em teias infinitas tecidas por mim

e o sonho adormeceu assim
sem o doce despertar em ti.

[2.006.05.07-espelho bar- praia da oura]

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

E eu pergunto-te: será que queres mesmo correr até ao fim? A meta não te assusta? Há riscos que vale mesmo a pena correr...

9:50 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Sonhar alguém que não existe...
Neste Sonho doce deleito-me...
embalada pelo doce marulhar
das ondas de A...mar.
Acordo e a Realidade,
minha companheira
neste meu caminhar de AMAR
vem ao meu encontro...

Um beijo grande,
Helena

Lisboa,31 Julho 2006 (2h 03m)

1:57 a.m.  

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