quinta-feira, março 02, 2006

Morrer um dia,
no voo da pena que inscreve na página a história interminável do fio da navalha em riste apontada ao silêncio que precede o branco tornado mancha gráfica do alfabeto da viagem da existência.

Morrer outro dia,
no silêncio audível da vivência da letra no outro que não eu,
agora autor de um mundo meu.

Morrer assim,
só para viver então a aventura de suscitar o mergulho na curvatura de um tempo de imortalidade plasmado no olhar fixo de quem me lê.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Complexidade simples
no silêncio que ecoa
em cada palavra,
sentimento
com que escreves,
para ti sómente
ou para alguém que Amas...

Um beijo grande,
Helena de Vasconcelos

Krefeld,3 de Março 2006

11:53 a.m.  

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