sexta-feira, fevereiro 09, 2007


Por um dia,

não importa quando,

podia ouvir o eco da serra agreste

no serpentear ardente do asfalto ardente de luar.

Se um dia em contramão vogasse,

sentiria o trepidar do grito melodioso do milhafre

ou da mangueira madura roubada do suculento fruto por mão ufana de vaidade.

Por um dia, neste dia, voltaria a ser menino,

e a ver que o grão minúsculo de areia pode ser praia

do mar que se espraia por aí.

Entao um dia, ecoaria na mais pequena ondulação,

em cada rajada de coração apressado em viver de emoção.